“Saneamento e setor privado podem impulsionar a economia em 2026”, por Eng. MSc. Osvaldo Barbosa de Oliveira Junior – presidente da ABPE

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 Por: Eng. MSc. Osvaldo Barbosa de Oliveira Junior – presidente da ABPE

A Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas (ABPE), divulgou uma pesquisa inédita realizada neste ano de 2025, estimando que a produção nacional de tubos poliolefínicos atingirá o patamar de 137 mil toneladas neste ano, o que ao se concretizar, refletirá um crescimento de cerca de 6% em relação a 2024, quando foram produzidas 129 mil toneladas. Esse crescimento tem ocorrido sistematicamente, refletido pelos 5,3% de alta da produção em 2024 em relação a 2023. O estudo, realizado em parceria com a MaxiQuim, destaca o Polietileno de Alta Densidade (PEAD) como material-chave para sistemas de água e esgoto, substituindo gradualmente tubos de aço, ferro e concreto, e oferecendo maior durabilidade, eficiência e segurança.

Apesar do otimismo gerado e da expectativa de manter esse nível de crescimento também em 2026, o setor enfrenta desafios como juros elevados e ritmo mais lento que o esperado na liberação para execução de obras públicas de saneamento. O Marco Legal do Saneamento segue como vetor importante, mas seus efeitos ainda não se consolidaram na velocidade esperada. Por isso, o Brasil enfrenta enormes desafios para universalizar os sistemas de água e esgoto em todo o país.

Apesar da contenção de verbas governamentais para infraestrutura, segmentos como agricultura, mineração e drenagem pluvial ganham destaque na sustentação da demanda. A agricultura tem utilizado cada vez mais tubos poliolefínicos, com aplicações em irrigação e manejo hídrico. A mineração, ainda que estável em 2024, mantém demanda por tubos para transporte de rejeitos e fluidos. Já a drenagem pluvial avança com a adoção de tubos corrugados de PEAD em condomínios, rodovias e aeroportos.

Nossa expectativa, com o prazo de universalização do saneamento previsto para 2030 chegando ao seu limite de planejamento e execução, é que o setor cresça em 2026, apesar das dificuldades para cumprir a meta dentro do estabelecido. Assim que o conjunto de obras necessárias realmente sejam iniciadas, dando uma sinalização positiva ao mercado de saneamento por parte do setor público, a indústria nacional de tubos poliolefínicos está pronta para responder com agilidade e eficiência. Atualmente, nossa capacidade instalada de produção está ociosa, estimada em ao menos 60%. Além disso, caso seja necessário ampliar ainda mais essa capacidade de produção instalada, essa implementação seria possível em poucos meses, dado o planejamento estratégico do setor.

Nossa participação no mercado representa cerca de 2% da produção nacional de transformados plásticos, percentual que reflete a dimensão de outros segmentos, como embalagens (cerca de 30%). Acreditamos que existe um campo enorme de crescimento setorial, uma vez que nossa pesquisa apontou que ainda há muito desconhecimento sobre as vantagens dos tubos e sistemas em PEAD, como longa vida útil, instalação por métodos não destrutivos, garantia de estanqueidade e menor custo global de obra.

Nossa conclusão é que o setor de tubos poliolefínicos segue em expansão, sustentado pela diversificação de mercados e pela eficiência operacional. A expectativa é que, com os investimentos em saneamento ocorrendo conforme o esperado e a contínua adoção do PEAD em múltiplas frentes, a indústria nacional consolide seu papel estratégico na infraestrutura do país, contribuindo para a melhoria das condições de vida dos brasileiros.–

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